ESCOLA DE CIDADANIA
"Que
todos os seres sejam felizes!
Fracos ou fortes, de condição alta,
média ou baixa,
pequenos ou grandes,
visíveis ou invisíveis,
próximos ou distantes, vivos ou ainda por nascer
- que todos sejam inteiramente felizes!
Que ninguém minta a ninguém,
nem despreze qualquer ser em qualquer lugar.
Que ninguém deseje mal a nenhuma criatura por raiva ou ódio!
Amemos todas as criaturas, como a mãe ama o filho único!
Que os nossos pensamentos de amor encham todo o mundo,
acima, embaixo, do outro lado - sem limite;
uma ilimitada boa vontade para com todo o mundo,
irrestrita, sem ódio e inimizade!"
(Poema retirado do Cânone Páli, Sutta-Nipata, 118 - Budismo
In: http://www.avph.hpg.ig.com.br/ecologia.htm
)
Concebeu-se a Escola
de Cidadania como forma de contribuição à redução
dos problemas sociais das comunidades, que dificultam ou inviabilizam a qualidade
de vida, em especial aqueles referentes a Saúde, Educação,
Meio ambiente, Trânsito, Trabalho e Cultura, de forma a garantir a vivência
plena da cidadania.
De acordo com o Relatório do Desenvolvimento Humano 2003, divulgado pelo
PNUD, que classifica 175 países, tendo como base os dados de 2001 e que
considera três componentes econômicos e sociais essenciais - educação
(alfabetização e taxa de matrícula), longevidade (esperança
de vida ao nascer) e renda (PIB per capita), o mundo encontra-se em meio a uma
grave crise de desenvolvimento, na qual muitos países pobres vivem uma
situação perversa, caracterizada por alarmantes recuos socioeconômicos.
"O fato de, no decurso da década de 90, 21 países terem verificado um declínio - em alguns casos, uma queda drástica - mostra até que ponto é urgente agir para ajudar esses países a aumentarem os níveis de saúde e instrução, bem como o rendimento."
Embora o Brasil tenha apresentado um avanço importante em relação ao IDH 2003 (73º) para 2004 (65º), principalmente em função de esforços na área da educação, a situação do País ainda é muito crítica, principalmente ao se considerar o potencial econômico do país".
O relatório da Comissão
Econômica para a América Latina - CEPAL já apontava o aumento
de 12% no número de pessoas que vivem em estado de completa pobreza na
América Latina, nos anos de 1998/1999, fazendo com que o número
de pobres na região passasse de 200 milhões para 224 milhões
de pessoas, quadro que vem se agravando a cada ano. De acordo com a CEPAL, no
Brasil, de 15% a 30% da população vivem em estado de completa
pobreza.
Esses números justificam
a necessidade de se somarem esforços na busca de soluções
para as enormes desigualdades reinantes no País.
Motivado por este cenário, o CETEB concebeu a ESCOLA DE CIDADANIA, preparando-se
para implementar seus Programas no âmbito de estados, municípios
e do próprio País.