Projeto LOGOS II

Planejado em 1973 pelo DSU/MEC para habilitar professores em atuação nas séries iniciais do 1º grau, seu grande desafio era habilitar professores em atuação nas séries iniciais do 1º grau, sem retirá-los da sala de aula. Esses professores possuíam níveis de escolaridade variados, sendo exigida a 4ª série do 1º grau, com escolaridade mínima.

Alcançar professores dispersos pelo país, muitos deles isolados em zonas rurais, de difícil acesso, sem estradas e energia elétrica, com recursos de transporte e comunicação muito escassos não era uma tarefa fácil e exigiu estudos detalhados, de forma a desenvolver uma metodologia que atendesse a esses alunos. Além disso, foi necessário um cuidadoso plano de acompanhamento, controle e avaliação de todo o Projeto.

O CETEB ficou encarregado pela execução do Projeto, responsabilizando-se pela produção do material auto-instrucional e dos instrumentos de controle e acompanhamento, pela capacitação e supervisão das equipes, pela realização de encontros anuais e pelo acompanhamento direto e indireto.

O Projeto LOGOS II passou por dois momentos. No período de 1975 a 1981, havia um gerenciamento centralizado, cuja administração central ficava a cargo do DSU/MEC e a gerência técnica era realizada pelo CETEB. A partir de 1981, houve um gerenciamento descentralizado, cujas coordenações estaduais assumiram o Projeto, de forma autônoma e o CETEB continuou prestando assistência técnica às unidades que a solicitavam.

Estima-se que passaram pelo Projeto mais de 200 mil professores, em 19 unidades da Federação. Em 1982, 60 mil professores já haviam sido habilitados pelo Projeto.

Ainda hoje há remanescentes do Projeto nos Estados da Paraíba e do Piauí, mas o CETEB não realiza mais acompanhamento.